Poteiro, Antônio – Flores do Cerrado I – OST – 25 X 30 cm – Data: 2006 – Ref: AP-016

R$ 3.500,00 R$ 2.500,00

REF: AP-016. Categoria .

Artista: Poteiro, Antônio
Título: Flores do Cerrado I
Técnica: Óleo Sobre Tela
Dimensões: 25 X 30 cm
Data: 2006

ANTONIO POTEIRO (1925 / 2010)

Biografia

Antonio Batista de Souza (Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga, Portugal 1925 – Goiânia GO 2010). Escultor, pintor, ceramista. Imigra com a família para São Paulo em 1926. Mais tarde, reside em Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais, onde inicia a atividade de ceramista, realizando peças utilitárias. Monta duas fábricas de cerâmica, que vão à falência, e passa um longo período entre os índios na Ilha do Bananal, em Goiás. Passa a residir em Goiânia. Em 1957, adota o apelido de Antonio Poteiro por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orienta a assinar seus bonecos de barro. Gradualmente passa a apresentar, em suas obras, motivos regionais e temas bíblicos. Em 1972, já como conhecido ceramista, é estimulado a pintar por Siron Franco (1947) e Cleber Gouvêa (1942). Expõe seus trabalhos em mostras no Brasil e no exterior. Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Em 1985, recebe o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA, na categoria escultura. Em 1997, é homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil.

Comentário Crítico

Antonio Poteiro, após fazer por algum tempo cerâmica utilitária, começa a realizar pequenos bonecos de argila. Passa a dedicar-se também à pintura, incentivado por Siron Franco (1947), e desenvolve gradualmente a habilidade de colorista. Como aponta o crítico Olívio Tavares de Araújo, Poteiro mantém um estilo coerente, tanto nos procedimentos formais que desenvolve como no uso personalíssimo da cor. Seus temas são variados e abarcam desde a fauna do pantanal mato-grossense a assuntos de história religiosa, abordados de maneira original.
Suas telas e cerâmicas são repletas de pequenas figuras de casas, animais, riachos, pessoas e detalhes ornamentais que preenchem todos os espaços vazios, e são tratados com minúcia e acuidade técnica. Realiza uma série abordando os 500 anos da História do Brasil, na qual mantém a visão pessoal e criativa dos temas, característica de seus trabalhos.

Nascimento/Morte
1925 – Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga (Portugal) – 10 de outubro
2010 – Goiânia GO – 08 de junho

Vida Familiar

Filho do ceramista português Américo Batista de Souza

Formação

1964 – Começa a fazer máscaras e bonecos, incentivado pelo professor Antonio de Melo. É orientado a assinar seus trabalhos pela folclorista Regina Lacerda, que o batiza com o apelido de Antonio Poteiro
1972 – Goiânia GO – É incentivado a pintar por Siron Franco e Cléber Gouvea

Cronologia

Escultor, pintor, ceramista

1926 – São Paulo SP e Araguari MG – Inicia suas atividades de ceramista
1941 – Goiânia GO – Trabalha na torrefação de café, no conserto de tubulação de esgoto, como pedreiro e auxilia o pai no fabrico de potes cerâmicos
1941 – Uberlândia MG – Estada temporária
ca.1945 – Araguari MG – Monta duas fábricas de cerâmica, que vêm a falir
ca.1945 – Ilha do Bananal GO – Vive um ano e meio entre os índios
1955 – Nerópolis GO – Vive nessa cidade
1967 – Goiânia GO – Vive nessa cidade
1976 – Participa do documentário Artistas de Goiás, produzido pela Goiastur
1978 – Rio de Janeiro RJ – Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc
1980 – Hannover e Düsseldorf (Alemanha) – Leciona cerâmica nas Feiras Internacionais
1983 – É produzido o documentário Antônio Poteiro: o Profeta do barro e das cores, dirigido por Antônio Eustáquio
1985 – Recebe o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte, APCA 1984, na categoria escultura
1987 – Recebe a Comenda Ofiacialato da Ordem do Mérito, concedida pelo Républica Portuguesa
1991 – É produzido o documentário Antonio Poteiro de Ronaldo Duque
1999 – Recebe a Medalha Gustavo Ritter, do Conselho Estadual de Cultura de Goiás

Exposições Individuais

1976 – Ouro Preto MG – Cerâmica e Pintura, na Galeria Faop
1978 – Cuiabá MT – Cerâmica e Pintura, no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT
1980 – Goiânia GO – Individual, na Casa Grande Galeria de Arte
1981 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino
1982 – Brasília DF – Individual, na Oscar Seraphico Galeria de Arte
1983 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino
1984 – São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1985 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino
1985 – Guaiaquil (Equador) – Individuais, na Fundação Guayasamin
1985 – Quito (Equador) – Individuais, na Fundação Guayasamin
1985 – Cuenca (Equador) – Individuais, na Fundação Guayasamin
1986 – Estoril (Portugal) – Individual, na Galeria de Arte do Cassino
1986 – Washington (Estados Unidos) – Individual, no Brazilian-American Cultural Institute
1987 – Brasília DF – Individual, na Embaixada de Portugal. Fundação Calouste Gulbenkian
1987 – Brasília DF – Individual, na Performace Galeria de Arte
1987 – Estoril (Portugal) – Individual, na Galeria de Arte do Cassino
1987 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Varsailles Galeria de Arte
1988 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Bonino
1991 – Brasília DF – Individual, Embaixada da França. Galeria Le Corbusier
1994 – São Paulo SP – Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1996 – Belo Horizonte MG – Individual, na Manoel Macedo Escritório de Arte
1996 – Goiânia GO – Retrospectiva 33 Anos: Cerâmica e Pintura, na Fundação Jaime Câmara. Galeria Casa Grande
1997 – São Paulo SP – Individual, na Galeria Nara Roesler
2000 – Brasília DF – 500 Anos do Brasil. por Antonio, o Brasileiro Poteiro, no Teatro Nacional Cláudio Santoro

Exposições Coletivas

1967 – Salvador BA – Cerâmica, no Museu de Salvador
1968 – Rio de Janeiro RJ – Cerâmica, no Museu de Arte Popular
1970 – Goiânia GO – Museu Estadual Professor Zoroastro Artiaga
1972 – New Orleans (Estados Unidos) – Coletiva de Cerâmica, na Salomé Gallery
1974 – Como (Itália) – 1ª Biennale Internazionale Naïf
1974 – Goiânia GO – 1º Salão Nacional de Artes Plásticas da Caixego – prêmio aquisição
1975 – Goiânia GO – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas da Caixego – prêmio pintor goiano
1976 – Goiânia GO – 3º Salão Nacional de Artes Plásticas da Caixego
1976 – Rio de Janeiro RJ – Arte Popular Brasileira/Coleção Jacques de Benqué, no MAM/RJ
1976 – Santo André SP – 9º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1976 – São Paulo SP – Bienal Nacional, na Fundação Bienal
1976 – Goiânia GO – 1º Salão Empresarial de Artes Plásticas
1976 – São Paulo SP – Cerâmica do Salão do Sesi, no Sesi
1977 – Goiânia GO – 4º Salão Nacional de Artes Plásticas da Caixego – Prêmio Funarte Melhor Artista do Planalto Central
1977 – Goiânia GO – 4º Salão de Arte Frei Confaloni
1978 – Brasília DF – Embaixada do México
1978 – Cidade do México (México) – Quatro Artistas Goianos, no Instituto de Estudos Superiores
1978 – Cidade do México (México) – Quatro Artistas Goianos, na Casa de Cultura de Monterrey
1978 – Cidade do México (México) – Quatro Artistas Goianos, no Instituto Ateneu Fuentes de Saltillo
1978 – Cidade do México (México) – Quatro Artistas Goianos, na Casa de Cultura de Guanajuato
1978 – Cidade do México (México) – Quatro Artistas Goianos, no Instituto Nacional de Belas Artes
1978 – Rio de Janeiro RJ – Cerâmica e Pintura, no Centro de Atividades do Sesc
1978 – San Francisco (Estados Unidos) – Brazilian Naïf Painters, na Naïve Art Gallery
1978 – São Paulo SP – 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, na Fundação Bienal
1980 – Lombardia (Itália) – 4ª Biennale Internazionale Naïf
1980 – Fiera (Itália) – 4ª Biennale Internazionale Naïf
1980 – Ente (Itália) – 4ª Biennale Internazionale Naïf
1980 – Estoril (Portugal) – Salão de Pintura Naïf, na Galeria de Arte do Cassino Estoril
1980 – Filipinas – Coletiva, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil
1980 – Romênia – Coletiva, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil
1980 – Goiânia GO – 9 Escultores, na Casa Grande Galeria de Arte
1980 – Hannover (Alemanha) – Coletiva, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil
1980 – Düsseldorf (Alemanha) – Coletiva, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil
1981 – São Paulo SP – 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1982 – Bauru SP – 80 Anos de Arte Brasileira
1982 – Belo Horizonte MG – 14º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, no MAP – Grande Prêmio Prefeitura de Belo Horizonte
1982 – Marília SP – 80 Anos de Arte Brasileira
1982 – São Paulo SP – 80 Anos de Arte Brasileira, no MAB/Faap
1983 – Belo Horizonte MG – 80 Anos de Arte Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
1983 – Campinas SP – 80 Anos de Arte Brasileira, no MACC
1983 – Curitiba PR – 80 Anos de Arte Brasileira, no MAC/PR
1983 – Ribeirão Preto SP – 80 Anos de Arte Brasileira
1983 – Santo André SP – 80 Anos de Arte Brasileira, na Prefeitura Municipal
1983 – São Paulo SP – 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1984 – Fortaleza CE – 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 – Goiânia GO – 2º Escultores de Goiânia, no Itaugaleria
1984 – Rio de Janeiro RJ – 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 – Brasília DF – Brasilidade e Independência, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1985 – São Paulo SP – 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1987 – França (Paris) – Brésil, Art Populaire Contemporain, no Grand Palais
1987 – Rabat (Marrocos) – Brésil-Naïfs, na Galeria Bàb Rouah
1988 – Rio de Janeiro RJ – O Mundo Fascinante dos Pintores Naifs, no Paço Imperial
1988 – Tóquio (Japão) – Exposição de Pintura Primitiva Brasileira, no The Ginza Art Space
1990 – Brasília DF – Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB/DF
1990 – São Paulo SP – Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira, no Museu da Casa Brasileira
1991 – São Paulo SP – 21ª Bienal internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1992 – Belo Horizonte MG – A. Poteiro, Lorenzato, Rodelnégio, na Manoel Macedo Galeria de Arte
1992 – Rio de Janeiro RJ – Viva o Povo Brasileiro, no MAM/RJ
1992 – Tóquio (Japão) – The Ginza Art Space
1993 – Goiânia GO – 3ª Bienal de Artes de Goiás, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás
1994 – Juiz de Fora MG ? América, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Reitoria
1994 – Lisboa (Portugal) – Pintura Naïf, na Universidade Católica Portuguesa
1994 – Piracicaba SP – Bienal Brasileira de Arte Naif, no Sesc Piracicaba
1994 – São Paulo SP – Paisagens
1995 – Brasília DF – Coleções de Brasília, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty
1995 – São Paulo SP – Filhos do Abaporu, na Arte do Brasil
1996 – Leverkusen (Alemanha) – Brasilianische Kunst der Gegenwart, na Bayer AG – Foyer Hochhaus W1
1996 – Dormagen (Alemanha) – Brasilianische Kunst der Gegenwart, na Bayer AG – Feierabendhaus
1996 – Piracicaba SP – 3ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc Piracicaba
1996 – São Paulo SP – Arte Brasileira Contemporânea, no MAM/SP
1997 – Porto Alegre RS – Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 – Porto Alegre RS – Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal
1997 – São Paulo SP – Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 – Catalão GO – 60 Artistas nos 60 Anos do Jornal O Popular, no Fórum Municipal
1998 – Curitiba PR – Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 – Goiânia GO – 60 Artistas nos 60 Anos do Jornal O Popular, na Fundação Jaime Câmara
1998 – Itumbiara GO – 60 Artistas nos 60 Anos do Jornal O Popular, na Casa de Cultura de Itumbiara
1998 – Rio de Janeiro RJ – 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1998 – Rio de Janeiro RJ – Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 – Rio Verde GO – 60 Artistas nos 60 Anos do Jornal O Popular, na Secretaria Municipal de Ciências, Tecnologia e Cultura. Palácio da Intendência
2000 – Rio de Janeiro RJ – Brasilidades, no Centro Cultural Light
2000 – São Paulo SP – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2000 – São Paulo SP – Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem, no Centro Brasileiro Britânico
2001 – Brasília DF – Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cutural
2001 – Penápolis SP – Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cutural
2002 – Piracicaba SP – 6ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc Piracicaba
2002 – São Paulo SP – Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2003 – Porto Alegre RS – Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2003 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Brazilianart, no Almacén Galeria de Arte
2003 – Rio de Janeiro RJ – Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
2003 – São Paulo SP – Papel e Tridimensional, na Arvani Arte
2004 – São Paulo SP – Coletiva de Artistas Contemporâneos, no Esporte Clube Sírio
fonte: http://www.itaucultural.org.br

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