Pennacchi, Fúlvio – Festa de São João – Gravura – 125/130 – 70 X 100 cm – Ref: FP-001

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REF: FP-001. Categoria .

Artista: Pennacchi, Fúlvio
Título: Festa de São João
Técnica: Gravura
Tiragem: 125/130
Dimensões: 70 X 100 cm

Biografia
Fulvio Pennacchi (Villa Collemandina – Garfagnana Toscana, Itália 1905 – São Paulo SP 1992). Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor. Em 1924, muda-se para Lucca e inicia sua formação artística freqüentando o Regio Istituto di Belle Arti (atual Istituto Superiore Artistico A. Passaglia), onde tem aulas com o pintor Pio Semeghini (1878 – 1964). Muda-se para São Paulo em 1929 e dedica-se à diferentes atividades até 1933, quando passa a auxiliar Galileo Emendabili (1898 – 1974) na execução de monumentos funerários. Em 1935, conhece Francisco Rebolo (1902 – 1980), passa a freqüentar seu ateliê e convive com os artistas do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, indicado por Emendabili, trabalha como professor de desenho geométrico e artes no Colégio Dante Alighieri. Nessa mesma época integra a Família Artística Paulista – FAP e inicia a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre os anos de 1941 e 1948. A partir de 1952, pesquisa técnicas de policromia em cerâmica. Em 1965, inicia um período de recolhimento e mantém-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabre seu ateliê e recebe diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conhece a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolve um um grande número de peças, expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, volta a figurar em diversas mostras e continua a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi (1900 – 1999) publica um livro sobre sua obra. Nove anos depois, é lançado, pela editora Gema Design, o livro Ofício Pennacchi, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro Fulvio Pennacchi: Pintura Mural, editado pela Metalivros.

Comentário Crítico
Em 1928, Fulvio Pennacchi forma-se em pintura pelo Regio Istituto di Belle Arti (atual Istituto Superiore Artistico A. Passaglia), na Itália, onde estuda com Pio Semeghini (1878 – 1964). Em 1929, vem ao Brasil e fixa-se em São Paulo. Como aponta o historiador da arte Tadeu Chiarelli, sua paleta no Brasil assume tons terrosos, como em Crucificação, 1931, na qual a dramaticidade do tema é ressaltada pela composição verticalizada. De 1930 a 1932, realiza trabalhos de desenho publicitário com estética moderna, ligada à cultura visual italiana no período marcado pelo futurismo e pelo retorno à ordem. Em 1933, colabora com o escultor Galileo Emendabili (1898 – 1974).

Em 1935, ao participar do Salão Paulista de Belas Artes, trava amizade com Francisco Rebolo (1902 – 1980) e passa a freqüentar seu ateliê, no Palacete Santa Helena, na Praça da Sé. Posteriormente integra o Grupo Santa Helena. Realiza pinturas com temática religiosa, como Fuga para o Egito, 1935 ou Esmola de Santo Antonio, 1938. Retrata também o homem do campo em suas atividades de trabalho, como em Colheita da Uva, 1939, ou em momentos de descanso ou lazer. Com os artistas do Grupo Santa Helena, vai aos domingos para arredores de São Paulo, onde pinta paisagens. Em seus trabalhos, porém, a figura humana é sempre integrada à paisagem. Revela interesse pela obra de Paul Cézanne (1839 – 1906) e de pintores italianos do primeiro Renascimento, como Giotto (1266 ou 1267 – 1337) e Masaccio (1401 – 1428).

Ainda nos anos de 1930, leciona desenho no Colégio Dante Alighieri. Pennacchi realiza muitos afrescos para as casas de famílias italianas de São Paulo e cidades próximas e para edifícios públicos. Como não havia aprendido a pintura em afresco na Itália, após algumas experiências consegue desenvolvê-la de maneira própria, inaugurando em São Paulo a pintura mural nessa técnica. Em 1941, é convidado a executar o projeto da Igreja Nossa Senhora da Paz, para a qual faz uma série de afrescos. Em 1949, o artista inaugura a nova residência de sua família no Jardim Europa. Para a casa, além do projeto, pinta diversos painéis e cria móveis e utensílios domésticos.

O contato com Rossi Osir (1890 – 1959) e com Cândido Cerqueira Leite, proprietário de uma indústria de porcelanas, faz com que se interesse pela cerâmica. O aprendizado da técnica ocorre de maneira autodidata e, com a pesquisa de terras e argilas brasileiras, obtém diferentes efeitos tanto de textura como de cor. O artista realiza em cerâmica diversas versões da Santa Ceia e da Via-Crucis, figuras humanas – geralmente trabalhadores -, pássaros, entre outros temas.

Pennacchi, que conhece as vanguardas artísticas do começo do século XX, nunca se filia a nenhuma delas. Procura, em sua produção, o equilíbrio entre o clássico e a modernidade, expresso na suavidade e delicadeza de suas composições e na simplicidade dos temas e figuras apresentados.

Exposições Individuais, Coletivas e Póstumas

1936
No final do ano, participa pela primeira vez de uma coletiva – o II Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo), organizado pelo Conselho de Orientação Artística do Estado. Recebe o prêmio-aquisição pela pintura Fuga para o Egito, outorgado pela comissão designada pelo governo municipal, presidida pela Sra. Renata Crespi da Silva Prado, esposa do então Prefeito de São Paulo, Fabio Prado.

1939
Integra, em São Paulo, de uma exposição realizada em homenagem a Candido Portinari (1903-1962), pelo prêmio obtido na Exposição Internacional de Pintura (Instituto Carnegie de Pittsburgh, Estados Unidos).

Participa do XLII Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), do III e IV Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo), recebendo nos três a Grande Medalha de Prata. No final do ano, apresenta-se na “Exposição de Pequenos Quadros”, no Palácio das Arcadas (São Paulo), onde conhece mais intimamente Rebolo. A exposição, organizada por Torquato Bassi, teve o apoio da Sociedade Paulista de Belas Artes (depois denominada Sindicato), realizada com o objetivo de angariar fundos destinados a obras de caridade. Sergio Milliet compra a obra Enterrar os mortos, posteriormente readquirida pelo artista e repintada (o céu, hoje de cor viva, resulta da intervenção feita na década de 1980). Piccolo também adquire obras do artista.

Integra o I Salão da Família Artística Paulista, organizado por Paulo Rossi Osir e Vittorio Gobbis, no Hotel Esplanada (São Paulo). O catálogo tem a apresentação de Paulo Mendes de Almeida. Pennacchi expõe as pinturas Virgem com o Filho, Ceia dos Apóstolos, Paisagem, Natureza-morta e Composição. Participa também do V Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo).

Integra o II Salão da Família Artística Paulista, realizado nos salões do Automóvel Clube, à rua Líbero Badaró nº 287. A ilustração da capa do catálogo é de autoria do artista. Participa também do III Salão de Maio, realizado na Galeria Itá, quando é editada a Revista Anual do Salão de Maio – RASM.

1940
Participa do III Salão da Família Artística Paulista, promovido pela Associação dos Artistas Brasileiros e a revista Aspectos. A última coletiva do grupo ocorre no Palace Hotel (Rio de Janeiro).

1941
Em outubro, integra o I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, no Parque da Água Branca (São Paulo), organizado por Quirino da Silva, Vittorio Gobbis e o jornalista Elias Chaves Neto. Entre outras obras, apresenta um São Francisco, mencionado em artigo de Mário de Andrade comentando o V Salão do Sindicato8. O evento não teve continuidade.

1942
Em julho, participa do VII Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia. Desde 1936, a Sociedade Paulista de Belas Artes transformava-se em Sindicato dos Artistas Plásticos e Compositores Musicais.

1945
Em junho, apresenta-se individualmente na Galería Müller (Buenos Aires, Argentina), onde expõe 47 pinturas entre óleos, guaches e têmperas, de temas religiosos e de costumes. A exposição foi organizada por Giuseppe Chiappori, com a ajuda de Filomena e de sua governanta Malanie Van Derkel. A mostra foi divulgada pelos jornais La Nación, El Pueblo, La Razón, Correo Literario e um periódico para a comunidade alemã: Argentinisches Tageblatt. É possível que a crítica Margherita Sarfatti, importante divulgadora do Novecento, tenha escrito uma crítica sobre a exposição (não encontrada). Pennacchi entretanto não a conheceu.

Em agosto, integra a “Exposição de Pintura Moderna Brasileira-Norte-Americana” na Galeria Prestes Maia. O evento, proveniente do Rio de Janeiro, era uma iniciativa da empresa comercial Contemporary Arts.

Em outubro, realiza individual na Galeria Itá, apresentando 70 obras: 27 com temas sacros, 43 profanos, entre os quais, sete naturezas-mortas, quatro desenhos, três têmperas e dois afrescos de pequeno porte. Cena Brasileira, considerada pela crítica uma das melhores obras, é adquirida por Cicillo Matarazzo e posteriormente doada ao futuro Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

1946
Em fevereiro, integra com um desenho a coleção da Secção de Arte da Biblioteca Municipal de São Paulo, idealizada por Sergio Milliet.

Participa do XII Salão Paulista de Belas-Artes, na Galeria Prestes Maia.

1949
Em março, integra a coletiva “Exposição de Pintura Paulista”, no Ministério da Educação e Saúde (também patrocinador), no Rio de Janeiro, organizada pela galeria paulista Domus. Também integram a mostra obras de Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Francisco Rebolo Gonsales, José Antonio da Silva, Lúcia Suaré, Nelson Nóbrega, Noêmia Mourão, Quirino da Silva e Yolanda Mohalyi. Pennacchi apresenta oito óleos e guaches: Circo, Aldeia, A Bruxa (reproduzida no catálogo), Balão, Esmola, Anunciação, Visitação e Composição.

Participa também do I Salão Baiano de Belas-Artes, realizado no Hotel Bahia, Salvador.

1950-1964
Pennacchi opta por um auto-exílio. Segundo o artista: “por não concordar com o caótico desenvolvimento das artes plásticas nos anos 1950, resolvi voltar para o meu mundo e continuar a pesquisar e trabalhar.”11

1951
Participa da I Bienal de São Paulo, exposição organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. Pennacchi envia três obras, mas apenas uma é escolhida para integrar a mostra: um afresco sobre reboco com o título Figuras, de 1950.

1953
Integra o XVIII Salão Paulista de Belas-Artes, na Galeria Prestes Maia.

1954
Em maio, participa do III Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia. Integra também a coletiva “Arte contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo”, no mesmo museu.

1960
Participa da coletiva “Cartões de Natal”, organizada pela Galeria Atrium. Impulsionado por Emy Bonfim expõe miniaturas com grande repercussão no meio artístico.

1964
São organizadas individuais na Galeria Azulão e na Galeria de Arte da Casa do Artista Plástico (São Paulo). Na última expõe pinturas e peças de cerâmica.

1966
A partir dessa data, várias exposições do Grupo Santa Helena se sucedem. A primeira delas – “O Grupo Santa Helena, Hoje” – ocorre na Galeria de Arte 4 Planetas. No ano seguinte, o Auditório Itália organiza a mostra “O Grupo Santa Helena: 30 anos depois”.

A partir dessa data, várias exposições do Grupo Santa Helena se sucedem. A primeira delas – “O Grupo Santa Helena, Hoje” – ocorre na Galeria de Arte 4 Planetas. No ano seguinte, o Auditório Itália organiza a mostra “O Grupo Santa Helena: 30 anos depois”.

1970
Em Estoril (Portugal), é convidado a integrar a coletiva “Artistas Ingênuos Brasileiros”, realizada no Cassino Estoril.

1972
Duas importantes exposições ocorrem nesse ano: “A Semana de 22: Antecedentes e Conseqüências”, iniciativa de Pietro Maria Bardi, realizada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, e “Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois”, organizada por Roberto Pontual, na Galeria Collectio.

Ainda nesse ano, a Galeria Azulão expõe desenhos do Grupo Santa Helena: Bonadei, Graciano, Manuel Martins, Rebolo, Rizzotti, Volpi e Zanini.

1973
Em São Paulo, realizam-se quatro individuais: em abril, no Museu de Arte de São Paulo; em maio, no Circolo Italiano (Edifício Itália) e em novembro, na Espade Galeria de Arte, além de expor individualmente em junho, em Milão (Itália). A retrospectiva do Masp, iniciativa de Pietro Maria Bardi, é sem dúvida a mais importante, permitindo um conhecimento vasto da obra do artista. São apresentadas 152 obras relacionadas na em um impresso, entre pinturas, desenhos, afrescos e cerâmicas (não elencadas). Oito auto-retratos de diferentes períodos são expostos. Os jornais consideram “o ano Pennacchi” pelo conjunto das mostras individuais.

Em agosto, em leilão organizado pela Galeria Collectio, o artista é homenageado com uma individual, na qual são apresentadas 27 pinturas, abrangendo 40 anos de atividade artística. A Galeria Espade também apresenta pinturas do artista.

Integra o Panorama da Arte Atual Brasileira / Pintura, organizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, no qual apresenta as obras: Casamento (1968), Cafezal (1970), Circo (1972) e Aldeia (1973), reproduzida no catálogo. A Uirapuru Galeria de Arte, apresenta “Oito Pintores do Grupo Santa Helena” e a Galeria Azulão, “São Francisco visto pelos artistas…”. Em Milão, o Itamaraty organiza coletiva de artistas brasileiros, da qual Pennacchi faz parte.

O Museu de Arte de São Paulo apresenta cinco desenhos do artista em mostra de doações daquele ano.

1974
Quatro individuais são realizadas: em março, na Galeria Bonfiglioli (São Paulo); retrospectiva na Fundação Cultural do Distrito Federal (Brasília), onde são apresentadas 129 obras, abrangendo o período de 1929 a 1974; na Galeria Oscar Seraphico (Brasília), sob o patrocínio da Embaixada da Itália e o apoio de Yvone Giglioli – Embaixatriz da Itália no Brasil –, e mostra de mini-quadros na Galeria Guimar (São Paulo).

1975
Apresenta painéis de cerâmica com temas folclóricos, em colaboração com Eunice Pessoa, no Clube Athletico Paulistano (São Paulo). Pennacchi conheceu a ceramista em uma exposição dela e aceitou sua sugestão de trabalharem juntos. Essa mostra é a primeira da dupla.

A Galeria Emy Bonfim expõe 30 telas de Pennacchi e dez painéis cerâmicos de autoria da dupla Pennacchi-Eunice Pessoa.

Em março, o Paço das Artes e o Museu da Imagem e do Som organizam mostra conjunta sobre Pennacchi e o Grupo Santa Helena: “Pennacchi e alguns artistas do Grupo Santa Helena” (Paço) e “Outros pintores do Grupo” (MIS). Integram a exposição obras de Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo Gonsales, Humberto Rosa, Manoel Martins e Mario Zanini. Pennacchi apresenta 12 obras datadas de 1936 a 1950.

Em setembro, os santahelenistas recebem mostra comemorativa pelos 40 anos do grupo também figuram no Palácio das Artes (Galeria Genesco), em Belo Horizonte. Sob a curadoria de Aurora Duarte e Fábio Porchat, são apresentadas obras de Bonadei, Graciano, Rebolo e Volpi, além de Pennacchi.

1976
O artista doa ao MAC/USP 133 desenhos, entre eles, estudos para murais da capela do Hospital das Clínicas, da Capela da Igreja de São Pedro e São Paulo, do Banco Auxiliar de São Paulo e da Liga das Senhoras Católicas, entre outros.

A Galeria Emy Bonfim realiza individual do artista.

Novamente participa do Panorama da Arte Atual Brasileira / Pintura, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com as obras: Anunciação (1975), Aldeia com balões (1976) e O pão (1976), reproduzida no catálogo.

Em junho, o Museu Lasar Segall apresenta “Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo”, mostra organizada por Lisbeth Rebollo Gonçalves.

1977
Apresenta-se individualmente na Galeria do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (Santos), em exposição de pinturas (das décadas de 1960 e 1970), desenhos afrescos e cerâmica, em mostra inaugural da Galeria Entreartes e na Galeria do Clube Amigos das Artes (São Paulo).

No Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (São Paulo), organiza-se a exposição “Grupo Seibi – Grupo Santa Helena: década 35 e 45”.

1978
Integra o III Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras). A Academus Galeria de Arte Decorações (São Paulo) organiza a mostra coletiva “Pequenas Telas – Grandes Pintores”, da qual o artista faz parte.

1979
Em comemoração aos 50 anos de atividade artística no Brasil, na Galeria de Arte Paulo Figueiredo (São Paulo), ocorre a primeira exposição a dar especial ênfase ao desenho. Em junho, a Galeria Oscar Seraphico (Brasília) também homenageia o artista, apresentando pinturas, desenhos e gravuras.

A Uirapuru Galeria de Arte (São Paulo) apresenta exposição sobre o Grupo Santa Helena.

1980
São realizadas três individuais: na Academus Galeria de Artes Decorações, apresentando 30 telas (São Paulo), na Galeria Samson Flexor (Marília) e na Kattya Galeria de Arte (Salvador).

Nesse ano, em 1982 e 1985, novamente integra o Salão de Artes Plásticas da Noroeste (o IV, V e VI) na Fundação Educacional de Penápolis. Participa também da coletiva “Pintores Paisagistas” na Galeria de Arte André (São Paulo).

1981
Desenhos e estudos são apresentados na Galeria Gerot (São Paulo).

1982
Individual do artista marca a inauguração da nova sede da Galeria André (São Paulo).

Em junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo realiza a mostra “Do Modernismo à Bienal”.

1984
A Galeria de Arte André (São Paulo) homenageia o artista na mostra “Pennacchi – sessenta anos de pintura”. Duas outras individuais realizam-se na Galeria Ars, Artis (São Paulo), apresentando estudos, desenhos e obras em técnica mista, e na Galeria Academus, em Curitiba.

Suas obras são apresentadas na coletiva “Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras”, na Fundação Bienal de São Paulo.

1985
Em comemoração aos 80 anos do artista, são apresentadas três individuais: na Academus Galeria de Arte Decorações (São Paulo), na Galeria Grossman (São Paulo) e no Salão de Convenções do Hotel Bologna, em Campos do Jordão.

Integra o VIII Salão Nacional de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O Museu de Arte de São Paulo apresenta 100 obras da coleção Itaú, e a Galeria Ranulpho (São Paulo), a mostra “As mães e a flor na visão de 33 pintores”.

1986
Na cidade natal, na Sala Ex-Archivio Provinciale (Castelnuovo di Garfagnana, Lucca, Itália), realiza-se mostra com 40 obras provenientes das coleções das paróquias de Villa Collemandina e de Castiglione e das coleções particulares de Giovanni Giannotti, Nello Pennacchi dei Capitani e Nicolau Pennacchi dei Cannari e Luigi Suffredini. A exposição tem curadoria de Guglielmo Lera e Nicolau Pennacchi.

São realizadas outras duas individuais de grande importância. A primeira, marcando a inauguração da galeria de arte do Banco do Estado de Minas Gerais (São Paulo) e outra, na Galeria Jardim Contemporâneo, numa iniciativa da Secretaria de Cultura de Ribeirão Preto, quando é recebido como hóspede oficial da cidade. No mesmo ano, apresenta óleos, desenhos e trabalhos em técnica mista no salão de convenções do Hotel Savoy, em Campos do Jordão.

Integra, em São Paulo, as coletivas “Artistas e Futebol”, na Galeria Grossman, e “Tempo de Madureza”, na Ranulpho Galeria de Arte.

Nesse ano e nos três seguintes, participa de coletiva organizada pela Sociarte. As três primeiras edições, são apresentadas no Clube Atlético Monte Líbano (São Paulo) e a última na sede da Ripasa, em Americana.

1987
O artista apresenta-se individualmente na Galeria de Arte André (São Paulo).

É homenageado como patrono do VI Salão de Arte, organizado pela Faculdade São Judas (São Paulo), no qual recebe os troféus “Destaque do Ano” e de “Honra ao Mérito”.

Integra a coletiva de Natal na Galeria de Arte André (São Paulo) e “Seis Figurativos”, na Galeria do Banco do Estado de Minas Gerais (São Paulo).

Participa da “Exposição de Arte Contemporânea”, realizada na Chapel Art Show do Colégio Maria Imaculada (São Paulo). Integrará também as edições de 1988 e de 1989.

1988
Em Curitiba, o artista é contemplado com uma individual na Simões de Assis Galeria de Arte, em junho.

O MAC/USP organiza a mostra “MAC 25 Anos: destaques da coleção inicial”, da qual o artista faz parte com a obra Cena Brasileira. A Ranulpho (São Paulo) também realiza a coletiva “O Circo”. No ano seguinte, a mesma galeria apresenta “Trinta e três maneiras de ver o mundo”.

1989
Realiza-se a última individual do artista em vida, na Galeria Jacques Ardies (São Paulo). No fim do ano, a mesma galeria promove o lançamento do livro Ofício de Pennacchi (Gema Design Editora).

1990
É homenageado na XIV Exposição Cultural dos Imigrantes e no I Salão de Artes da Imigração e Integração, em São Paulo.

Suas obras integram mostra da Associação Paulista de Críticos de Arte, no Jockey Club de São Paulo, além da coletiva, em setembro, da mostra “Homenagem a Israel”, organizada pela Associação Amigos de Israel e a Galeria Grossman (São Paulo). Pennacchi doa algumas obras para a associação beneficente.

1991
São apresentadas obras inéditas do artista, realizadas entre 1928 e 1982, na Galeria Ars, Artis (São Paulo).

1992
Morre em 5 de outubro, depois de longa enfermidade. Está enterrado no cemitério da Consolação (São Paulo), no jazigo das famílias Matarazzo e Matarazzo-Pennacchi.

A Biblioteca Municipal Mário de Andrade realiza a importante mostra “O Olhar de Sérgio sobre a Arte Brasileira: desenhos e pinturas”, apresentando obras da coleção do historiador Sérgio Buarque de Hollanda.

Em dezembro, recebe homenagem no leilão de Natal realizado por Aloísio Cravo (São Paulo).

1993
Desde esse ano, sua obra integra diversos eventos póstumos, a começar pela II Exposição de Artistas Ítalo-Brasileiros no Espaço Cultural Fiat (São Paulo), sob o patrocínio da Fiat do Brasil e o apoio do Consulado italiano, dos institutos Italiano de Cultura e Ítalo-Brasileiro.

1994
Antecedendo a XXII Bienal Internacional de São Paulo, a Fundação Bienal organiza a mostra histórica “Bienal Brasil Século XX”, sob a curadoria geral de Nelson Aguilar.

A Galeria Grossman, em São Paulo, apresenta a mostra “Dentistas e Futebol”.

1995
O Museu de Arte Moderna de São Paulo realiza mostra sobre o Grupo Santa Helena, com curadoria de Walter Zanini, apresentada no ano seguinte no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro).

1996
As obras do artista na coleção do MAC/USP são apresentadas na exposição “Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970”.

1997
“Grandes Nomes da Pintura Brasileira” (Galeria Jô Slaviero) e a coletiva de Natal da Galeria de Arte André, ambas em São Paulo, apresentam obras de Pennacchi.

1998
Nesse ano, a sogra do artista – Condessa Adele Dall’Aste Bradolini in Matarazzo – vem a falecer e é enterrada no Cemitério da Consolação (São Paulo). Horas depois do enterro, o jazigo que desde a década de 1970 é decorado com um anjo de cerâmica de autoria do artista, é depredado num ritual de missa negra.

A Galeria de Arte André organiza a coletiva de Primavera e acontece, no Espaço Cultural Banespa (São Paulo), “Impressões: a arte da gravura brasileira”.

1999
Em São Paulo, duas mostras individuais são realizadas: no Clube Atlético Paulistano e na Galeria Ars, Artis. Na Galeria de Arte Jô Slaviero, também em São Paulo, organiza coletiva de desenhos e aquarelas.

2000
O Museu de Arte Brasileira (Faculdade Armando Álvares Penteado, São Paulo) organiza a importante retrospectiva “Desvendando Pennacchi”, com curadoria de Fábio Porchat. A exposição apresenta uma produção pouco conhecida do artista, proveniente sobretudo da coleção da família.

Três coletivas têm lugar nesse ano, em São Paulo: “Arte Naïf”, na Galeria Jacques Ardies (uma segunda edição ocorre em 2002), “A Figura Humana na Coleção Itaú”, no Itaú Cultural, e “Grupo Santa Helena”, na Jô Slaviero Galeria de Arte.

2001
A obra do artista integra duas exposições: a primeira, no Rio de Janeiro – “Aquarela Brasileira” –, no Centro Cultural Light; a segunda, em São Paulo – “Figuras e Faces”, em A Galeria.

2002
É publicado o livro Pennacchi – Pintura Mural, com texto de Valerio Antonio Pennacchi (Metalivros), em comemoração aos dez anos da morte do artista.

A Dan Galeria (São Paulo) organiza mostra comemorativa do artista, com curadoria de Valerio Antonio Pennacchi. Sua obra integra outras três coletivas em São Paulo: “Modernismo: da Semana de 22 à secção de arte de Sergio Milliet” (Centro Cultural São Paulo), “Operários na Paulista: MAC-USP e os artistas artesãos” (Galeria de Arte do Sesi) e “Santa Ingenuidade” (Faculdade Unifieo).

2003
A importante exposição “Novecento Sudamericano”, com curadoria de Tadeu Chiarelli, é exibida no Palazzo Reale de Milão (Itália), em março, e na Pinacoteca do Estado (São Paulo), em agosto do mesmo ano.

Em julho sua obra é apresentada na coletiva “Olhares sobre Campos do Jordão”, no Hotel Toriba, naquela cidade.

Em dezembro, a mostra “Duas Interpretações da Arte Brasileira” apresenta obras do artista e de seu filho Lucas, sob a curadoria de Valerio Antonio Pennacchi.

2004
Os afrescos do Hotel Toriba, em Campos do Jordão, são tema do ciclo de palestras, organizado por Flávia Rudge Ramos, “A paisagem na pintura e o restauro dos afrescos de Pennacchi”, durante um “workshop” com os palestrantes palestrantes Flávia Rudge Ramos, Julio Moraes, Elza Ajzenberg e Valerio Antonio Pennacchi.

2005
Em São Paulo, em comemoração aos 70 anos do Grupo Santa Helena, ocorrem duas mostras: nos espaços Culturais Vivo e BM&F, a primeira sob a curadoria de Lisbeth Rebollo Gonçalves; a segunda, de Luzia Portinari Greggio.

O Instituto Moreira Salles (São Paulo) apresenta uma produção pouco conhecida do artista na exposição “Os ‘reclames’ de Fulvio Pennacchi: primórdios da propaganda brasileira”, exibindo 58 projetos de cartazes publicitários realizados nas décadas 1920/1930, integrando atualmente o acervo da instituição. A mostra está programada para outros espaços do Instituto (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Poços de Caldas, Porto Alegre e Curitiba).

Em novembro, em Campos do Jordão, realiza-se o “I Encontro Anual de Artes Visuais”, organizado pela ONG “Ame Campos”. Entre as palestras, duas são dedicadas à obra do artista: “Pennacchi muralista”, por Valerio Antonio Pennacchi, e “Pennacchi e a pintura mural no Brasil”, proferida por José Roberto Teixeira Leite.

5. Bibliografia, Prêmios e Homenagens

Livros Específicos

BARDI, Pietro Maria. Pennacchi. São Paulo: Raízes Artes Gráficas, 1980.
PENNACCHI, Valerio Antonio. Ofício de Pennacchi. São Paulo: Gema Design Editora, 1989.
________. Pennacchi: Pintura Mural. São Paulo: Metalivros, 2002.
________. Pennacchi: Quarenta Anos. São Paulo: Centro de Arte Novo Mundo, 1973.
________. Pennacchi: Quarenta Anos; Álbum com poesias e reproduções. São Paulo: Massao Ohno Editora, 1973.

Enciclopédias, dicionários e livros de coleções públicas

AMARAL, Aracy. Perfil de um acervo. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea, 1988.
AYALA, Walmir. Dicionário de Pintores Brasileiros. Rio de Janeiro: Spala, 1986.
CAVALCANTI, Carlos. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Brasília: Instituto Nacional do Livro; Ministério da Educação e Cultura, 1977-80. (3º vol., 1977)
BARDI, Pietro Maria. 100 Obras do Itaú. São Paulo: Banco Itaú, 1985.
________. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. São Paulo: Melhoramentos, 1985.
BARROS, Stella Teixeira de. Perfil da Coleção Itaú. São Paulo: Itaú Cultural, 1998.
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
NOSSO SÉCULO. São Paulo: Abril Cultural, 1980. (vol. 1930/1945 – A Era de Vargas)
PONTUAL, Roberto. Dicionário de Artes Plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
ZANINI, Walter (org.). MAC – Catálogo geral das obras. São Paulo: Museu de Arte Contemporânea, 1973.

Citação em livros

ALMEIDA, Paulo Mendes de. De Anita ao Museu. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1976.
________. Grupo Santa Helena: Gravuras. São Paulo: Collectio Artes, 1971.
AMARAL, Aracy. Arte e meio artístico: entre a feijoada e o X-burguer (1961-1981). São Paulo: Nobel, 1983.
ANDRADE, Mário de. José Roberto Teixeira Leite (org.). Ensaios sobre Clóvis Graciano. São Paulo: Marco Antônio Marcondes e Maria Fittipaldi Editoras, 1975.
ARAÚJO, Olívio Tavares de. O Olhar Amoroso. São Paulo: Momesso Edições de Arte, 2002.
ARROYO, Leonardo. Igrejas de São Paulo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954.
BARDI, Pietro Maria. A Semana de 22: Antecedentes e Conseqüências. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo, 1972.
________. Profile of the New Brazilian Art. Rio de Janeiro: Kosmos, 1970.
BRAGA, Teodoro. Artistas Pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
BRILL, Alice. Mario Zanini e seu Tempo. São Paulo: Perspectiva, 1984.
BRITO, Mário da Silva. História do Modernismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
BUENO, Odair; Patrocínio, Ivo. Balão, Paixão Inexplicável. São Paulo: Sonora, 1999.
CANAMI, Olympia Parenti. Lucca, dei Mercati-Patrizi Lucchesi. Firenze: Nardini Editore, 1977.
CENNI, Franco. Italianos no Brasil. São Paulo, Martins Editora, s.d.
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Periódicos
Revistas

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PENNACCHI, Nicola. “Garfagnini che si farmo onore all’estero: Fulvio Pennacchi”, La Garfagnana. Castelnuovo di Garfagnana, Garfagnana (Lucca), giugno 1973.
PENNACCHI, Nicola. “Riconoscimenti a un pittore garfagnino in Brasile”, La Garfagnana. Castelnuovo di Garfagnana, Garfagnana (Lucca), giugno 1973.
RELATÓRIOS Anuais do Banco de Crédito Real de Minas Gerais S. A., Juiz de Fora, 1973/1974.
REVISTA Anual do Salão de Maio, São Paulo, nº 1, 1939.
RIMONDI, Pe. Mario. Mensageiro da Paz. Órgão Mensal da Pia Sociedade dos Missionários de São Carlos Borromeu. São Paulo: Edições de 1939 a 1946 e edição especial de dez. 1950.
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Jornais

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“BELLAS Artes”, La Nación, Buenos Aires, 18 jun 1945.
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ZIRONI, Carla. “Um cântico luminoso”, Il Corriere, São Paulo, 30 mar. 1987.

Catálogos
Individuais do artista

DESVENDANDO Pennacchi. Flávio Porchat (apres.). São Paulo: Museu de Arte Brasileira da Faap, 2000.
FULVIO Pennacchi – Desenhos. Valerio Antonio Pennacchi (apres.). São Paulo: Galeria Paulo Figueiredo, 1979.
FULVIO Pennacchi. Antônio Zago (apres.). São Paulo: Galeria de Arte André, 1984.
FULVIO Pennacchi: Óleos, Desenhos e Técnicas Mistas. Galileo Emendabili (apres.). São Paulo: Academus Galeria de Arte, 1985.
FULVIO Pennacchi: Telas Recentes. Johanna D. S. Di Bernardi (apres.). São Paulo: Academus Galeria de Arte, 1980.
MOSTRA de Arte na Ranulpho. Ricardo Ramos (apres.). São Paulo: Ranulpho Galeria de Arte, 1987.
MOSTRA de Desenhos e Estudos de Fulvio Pennacchi. Valerio Antonio Pennacchi (apres.). São Paulo: Gerot Galeria, 1981.
OFÍCIO de Pennacchi. Jaques Ardies (apres.). São Paulo: Galeria de Arte, 1989.
OS “RECLAMES” de Fulvio Pennacchi: primórdios da propaganda brasileira. Antonio Fernando De Franceschi (apres.). Textos de Annateresa Fabris (“Entre arte e mercadoria: uma análise do cartaz publicitário”), Silvana Brunelli Zimmermann (“A inserção de Fulvio Pennacchi na propaganda dos anos 30”), J. Roberto Whitaker Penteado (“A crucial década de 30 na história da propaganda brasileira”) e Gabriel Zellmeister (“Espelho de artista”). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2005.
PENNACCHI: 80 Anos. Léo Grossman (apres.). São Paulo: Galeria Grossman, 1985.
PENNACCHI: pinturas e desenhos, afrescos e cerâmicas. Nazareth Reis Motta Leite (apres.). Santos: Centro Cultural Brasil-Estados-Unidos, 1977.
PINTURAS de Fulvio Pennacchi. Valerio Antonio Pennacchi (apres.). Ribeirão Preto: Galeria Jardim Contemporâneo, 1986.

Coletivas ou menção em catálogos de outros artistas

2º SALÃO Paulista de Bellas Artes. São Paulo: s.c.p., 1935.
40 ANOS: Grupo Santa Helena. Lisbeth Rebollo Gonçalves (apres.). São Paulo: Paço das Artes; Museu da Imagem e do Som, 1975.
I BIENAL do Museu de Arte Moderna de São Paulo. São Paulo: MAM, 1951.
III SALÃO Paulista de Bellas Artes. São Paulo: s.c.p., 1935.
ALDO Bonadei – O Percurso de um Pintor. Lisbeth Rebollo Gonçalves (cur.). São Paulo: Museu Lasar Segall, 1984).
BIENAL Brasil Século XX. Nelson Aguilar (org.). São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
EXPOSIÇÃO de Pintura Moderna Brasileiro-Norte-Americana. São Paulo: Departamento de Cultura, 1944.
EXPOSIÇÃO de Pintura Paulista. Ciro Mendes (apres.). Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde; Departamento de Imprensa Nacional, 1949.
FAMÍLIA Artística Paulista. III Salão. De São Paulo para o Rio de Janeiro. Sergio Milliet (apres.). Rio de Janeiro: s.c.p., 1940.
FEIRA Nacional das Indústrias. 1º Salão de Arte. São Paulo: s.c.p., 1941.
FIGURA Humana na Coleção Itaú. São Paulo: Itaú Cultural, 2000.
GRUPO Santa Helena. Jô Slaviero (apres.). São Paulo: Galeria de Arte, 2000.
MARIO Zanini. Walter Zanini (apres.). São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1976.
OITO Pintores do Grupo Santa Helena. Lisbeth Rebollo Gonçalves (apres.). São Paulo: Centro de Artes Novo Mundo, 1973. (Uirapuru Galeria de Arte, mar. 1973).
OPERÁRIOS na Paulista: MAC USP e artistas artesãos. Elza Ajzenberg (org.); Daisy Valle Peccinini de Alvarado (intr.). São Paulo: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 2002.
REBOLO. Paulo Mendes de Almeida (apres.). São Paulo: Centro de Artes Novo Mundo, 1973.
RETROSPECTIVA de Yolanda Mohalyi. Paulo Mendes de Almeida (apres.). São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1976.
OS SALÕES. Lisbeth Rebollo Gonçalves (cur.). São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976. (Ciclo de exposições de pintura brasileira contemporânea)
TRADIÇÃO e Ruptura. Síntese de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.
VOLPI 90 Anos. Olívio Tavares de Araújo (cur.). São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1986.

Citações em dissertações e teses

ANDRÉ, Maria Cristina Costa Reis. Catalogação de painéis e murais da cidade de São Paulo. Espaços públicos e semi-públicos. Tese de Doutorado. São Paulo: FAU/USP, 1989.
CHIOVATTO, Milene. Desejos Imigrados. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Escola de Comunicação e Arte. USP.
RAMOS, Flávia Rudge. Pennacchi e seu templo. Dissertação (Mestrado Interunidades em Estética e História da Arte), Universidade São Paulo, 2007.
ZIMMERMANN, Silvana Brunelli. A obra Escultórica de Galileo Emendabili: uma contribuição para o meio artístico paulistano. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, 2000.

Álbuns

GRUPO do Santa Helena. Almeida, Paulo Mendes de Almeida (apres.). São Paulo: Collectio Artes, 1971.
OITO Pintores do Grupo Santa Helena. Lisbeth Rebollo Gonçalves (apres.). São Paulo: Centro de Artes Novo Mundo, 1973.
PENNACCHI – Edição Comemorativa. Francisco Luis de Almeida Salles (apres.). São Paulo: Massao Ohno e Fábio Porchat Editores, 1973. (álbum de desenhos e poesias edição especial de quatro gravuras

Do artista
Ilustrações (em ordem cronológica)

1. Publicidade para a Clamor / Trabalhos de desenho publicitário (1930/32).
2. Logomarca do açougue “Boi de Ouro” (1933)
3. Ilustração para a capa do suplemento especial do Correio Paulistano de 2 de abril de 1936. “Romulus Fundator”
4. Ilustração da capa do programa da peça teatral Santo Francesco, de Mario Ferrigni. Apresentada no Teatro Municipal de São Paulo (1937).
5. Ilustração da capa do jornal “Giovinezza”, São Paulo, 28 out. 1937.
6. Ilustração da capa do catálogo do “II Salão da Família Artística Paulista” (1939)
7. Estudo publicitário para o jornal “Fanfulla” (1940)
8. Ilustração do livro “O Anjo” ( 2ª edição). Rio de Janeiro; Editora Getúlio Costa, 1941.
9. Desenho para a capa do programa da peça teatral “Nina, non Far la Stupida…”, escrito por Arturo Rossato e Gian Capo, com composição musical de Montebello. Apresentado no Teatro Municipal de São Paulo, em benefício da Cruz Vermelha Italiana (1941).
10. Ilustração do livro “Vida de Jesus”, de Plínio Salgado. São Paulo: Panorama, 1944.
11. Ilustrações para a publicação “Salmos Graduais”, em colaboração com o Grupo Ação Católica de São Paulo (Sal Editora), 1948.
12. Ilustração da capa e do artigo “Il buon seminatore italiano”, A Lâmpada: rivista mensale di varietà e cultura italo-brasileira, São Paulo, nº 66, jun. 1956. [O Bom Semeador Italiano (1948)]
13. Flyer do leite em pó infantil “Nanon”, produzido pela Nestlé (1970)
14. Ilustração do artigo “La Famiglia”, A Lâmpada: rivista mensale di varietà e cultura italo-brasileira, São Paulo, nº 303/304, mar./abr. 1976.
15. Ilustra a capa da edição italiana de “Gabriela, Cravo e Canela”, de Jorge Amado (1991) [Obra Na Praia (1972, ex coleção Mirante das Artes)]

Artigo em periódicos

“Dois olhos rondam a Bienal”, O Estado de São Paulo, São Paulo, 20 out. 1987.

Depoimentos

“UM PINTOR sem Drama” (1973). In Rebolo. São Paulo: Best Editora, 1987. (Coleção MWM).
FULVIO Pennacchi – Obras. São Paulo: Galeria de Arte André, 1982. [catálogo]
FULVIO Pennacchi – Obras. São Paulo: Galeria de Arte André, 1984. [catálogo]

Filmes e documentários

Documentário sobre a vida e obra de Pennacchi, dirigido por Fábio Porchat. (Medalha de Ouro no Festival Internacional de Documentários de Arte (Guadalajara, México). Realização Secretaria do Turismo, 1973.
Documentário sobre a obra de Pennacchi, dirigido por Pedro Paulo Mendes e Silva, Lucy Cleo de Abreu Duarte e Aurora Duarte, 1980.

Outros

1. LEITE, José Roberto Teixeira. 100 Anos da Pintura Brasileira. Rio de Janeiro: Log On Informática, 1999. [CD-Rom]
2. “VORRAI, fanciullo, venire in Brasile?”, La Garfagnana. Castelnuovo di Garfagnana. Garfagnana, Lucca, 1977. (Resposta do artista a uma carta de um aluno da escola elementar de Villa Collomandina que havia perguntado como era a vida de um imigrante no Brasil)
3. WEB; 20.400 citações.

Prêmios e Condecorações

1. Prêmio Aquisição – II Salão Paulista de Belas Artes, 1935 (Obra Fuga para o Egito)
2. Grande Medalha de Prata – III Salão Paulista de Belas Artes, 1935
3. Grande Medalha de Prata – XLII Salão Nacional de Belas Artes, 1936
4. Medalha de Ouro (reconhecimento pela contribuição artística) – Salão Paulista de Arte Moderna, 1952
5. Prêmio Aquisição – XVIII Salão Paulista de Belas Artes, 1954 (Obra Apresentação da Virgem ao Templo)
6. Medalha de Ouro – I Lucchesi nel Mondo; Lucca, Itália, 1973
7. Medalha Anchieta e Diploma da Cidade de São Paulo, 1973
8. Condecoração “Al Mérito Della República Italiana”, no grau de Comendador da República Italiana, 1975
9. Medalha de Ouro “Pro Loco” Lucca, Garfagnana, Itália, 1975
10. Medalha Mário de Andrade, concedida pelo Governo do Estado de São Paulo, 1979
11. Medalha de Ouro (homenagem e reconhecimento à obra artística) – Castelnuovo, Itália, 1985
12. Prêmio pela contribuição para o desenvolvimento da arte brasileira (durante o VIII Salão Nacional de Belas Artes, concedido pela Presidência da República), 1985
13. Troféus “Destaque do Ano” e “Honra ao Mérito” – Universidade São Judas Tadeu (durante o VI Salão de Artes da instituição, do qual é patrono), 1987
14. Medalha Cristoforo Colombo (reconhecimento ao seu destaque no cenário artístico) – Conselho Cultural Intersocial Italo-Brasileiro, 1988.

[1] De Giotto, falecido em 1337, a Leonardo cuja primeira obra data de 1472 (circa), a pintura italiana mudou completamente. Mesmo antes da formulação de seu conceito, durante aqueles 135 anos se produziu os fundamentos de uma ideologia futura! Entre esses dois gênios mudaram-se as técnicas pictóricas – o óleo substitui a têmpera e a tela a madeira – a paisagem se insere no fundo da obra e os personagens são, quase sempre, retratos adaptados à cena representada. Com Giotto a figura humana assume tal importância que ela passa a ser a protagonista da história retratada; para ele tal como foi para Pennacchi, o valor da obra de arte não reside mais na perfeição técnica da execução, mas na força das idéias que precede sua execução e na focalização do ser humano como elemento central da obra.

A modernidade paradoxal dos primitivos italianos do Trecento e Quattrocento mostram um homem que adquire progressivamente a posse de seu espaço e de seu corpo; além de protagonizar a história contada. A idéia de liberdade é representada antes de sua noção fundamental ter sido mentalmente elaborada nos textos. Poderíamos perguntar: Que fará o homem, uma vez que ele está condenado à liberdade? Tal pergunta nos leva à suposição que a última metamorfose do humanismo é o existencialismo.

“Florentine painting and its Social Background”; F. Antal; Oxford University press; London; 1947.

“L’Homme en perspective – les primitifs d’Italie”; Daniel Arasse; Editions Famot; Genève; 1986.

[2] Il Novecento, neste caso, é aquele representado por Carrà, Sironi, Funi, Rosai e Caracchini; movimento que teve seu início com o chamado “retorno à ordem”, presente na Itália desde os meados dos anos ’10.

“Il Novecento Italiano”; Rossana Bossaglia; Edizioni Charta; Milano; 1995.

“La Toscana e Il Novecento”; Francesca Cagianelli, Rossella Campana, Susana Ragionieri; PACINI Editore, Pisa, 2001.

“Il Novecento Milanese – da Sironi a Arturo Martini”; Elena Pontiggia, Nicoletta Colombo, Claudia Gian Ferrari; Edizioni Gabriele Mazzotta; Milano; 2003.

[3] “Rivista di Archeologia, Storia, Costume”; Guglielmo Lera; Istituto Storico Lucchese; Lucca; Aprile-Giugno, 1984.

[4] “The fascist experience in Italy”; John Pollard; Routledge; London, 1998.

[5] O desenho será uma importante linguagem artística de Pennacchi o qual nunca será abandonado durante toda sua carreira. Parafraseando Jean Ingres (1780-1867), dizia: “…escreverei sobre a porta do meu atelier: escola de desenho, e formarei pintores. O desenho é a grandeza da arte.”

In “Les élevés d’Ingres – L’Occident”; Jean Ingres, Paris, Sept., 1902.

[6] O termo affresco no sentido literal e tradicional significa a pintura sobre um muro preparado com cimento fresco – reboque úmido. É necessário ser muito rápido na execução deste tipo de pintura, pois é necessário executar o trabalho enquanto o reboque ainda está molhado, uma vez que quando aquele terá secado as tintas estarão aprisionados no próprio muro. É o efeito da carbonatação; o hidróxido de cálcio ainda ativo do reboque se mistura com as tintas para transformar-se em carbonato de cálcio.

“Pennacchi – quarenta anos de pintura”; Valerio Pennacchi et al; Graphic; São Paulo; 1973.

“Fulvio Pennacchi”; P M Bardi; raízes; São Paulo; 1980

“Ofício de Pennacchi”; Valerio Pennacchi; Gemma Design Editora e Projetos Culturais; São Paulo; 1989.

“Pennacchi – Pintura Mural”; Valerio Antonio Pennacchi; Metalivros, São Paulo; 2002.

“Os reclames de Fulvio Pennacchi: primórdios da propaganda brasileira”; Antonio Fernando De Franceschi, Annateresa Fabbris, Silvana Brunelli Zimmermann, Gabriel Zellmeister; Instituto Moreira Salles, São Paulo; 2005.

[7] “Pittori Italiani in Brasile”; P.M. Bardi; Fanfulla; São Paulo, 13 Giugno 1954. …tra i pittori va ricordato il lucchese Fulvio Pennacchi, e in questi tultissimi anni ha avuto uma bella importanza lo arrivo del pittore, che va giudicato senza dubbio come la più seria acquisizione per l’arte brasiliana.

[8] “Le rappel à l’ordre”: O chamado Retorno à ordem nada mais era que um termo genérico que foi amplamente aplicado por toda a Europa; uma clara reação às experimentações das vanguardas (pinturas cubista, futuristas e metafísicas) com a reabilitação da dicção realista, da tradição e da história, do classicismo e da fidelidade figurativa, da celebração áulica e dos valores culturais nacionais. Deste movimento participaram artistas de Picasso a Braque, de Derain a Matisse, de Miró a Dalí, de Schad a Schrimpf, de Carrà a De Chirico, de Campigli a Severini passando por Martini a Sironi.

Seguramente foi um dos mais incompreendidos movimentos artísticos do início do século XX. Apesar de ter raízes na primeira década do século passado, o movimento viria a florescer durante o período 1919 – 1925. A crítica atribui o nome do movimento a Cocteau que publicou, em 1926, textos escritos durante o período 1917 – 1923. Na realidade o pintor e crítico Roger Bissière foi quem utilizou aquele nome, pela primeira vez, por ocasião de sua apreciação sobre uma mostra de Braque, em abril, 1919.

Nas artes plásticas, o altíssimo custo social da traumática pós-primeira-guerra e das suas funestas conseqüências, provocou sérias seqüelas em todos os campos da atividade humana; deu origem a um movimento que defendeu a revitalização do ser humano como figura central nas artes, repetindo-se um fenômeno parecido com a dessacralização da obra de arte já conquistada pelo Renascimento. Era a materialização do desejo de uma existência mais harmônica e calma do que aquela que norteara o radicalismo que teve início nos anos cubistas, com a desconstrução da imagem.

“Mario Sironi – arte e politica in Italia sotto il fascismo”; Emily Brown; Bollati Boringhieri Editore SRL; Torino; 2003.

“La Quadriennale – storia della rassegna d’arte italiana dagli anni trenta a oggi”; Claudia Salaris; Marsílio Editori; venezia; 2004.

“Il ritorno all’ordine”; Elena Pontiggia et al; Abscondita SRL; Milano; 2005.

[9] Carlo Carrà, num discurso nacionalista, escreve: “ …nós que nos sentimos filhos não degenerados de uma raça de grandes artistas (e.g: Giotto, Paolo Uccello, Masaccio …) sempre utilizamos a figura e contornos precisos e corpulentos mesmo quando toda a Itália se perdia acariciando as brumas azul-purpúreas do impressionismo que oprimia nosso espírito solar.”

In, “Pittura Metafisica”; Carlo Carrà; Milano; 1919.

[10] Referência bibliográfica parcial:

Pennacchi – Pintura Mural; VA Pennacchi; Metalivros; SP; 2002.

O Grupo Santa Helena; W. Zanini, Marília Saboya de Albuquerque, Cacilda Teixeira da Costa, MAM, SP, 1995.

Ofício de Pennacchi; VA Pennacchi; Gema Design Ed.; SP; 1989.

Fulvio Pennacchi; PM Bardi; Raízes; SP; 1980.

[11] Vide: “Il Ritorno all’Ordine”; a cura di Elena Pontiggia; Abscondita; Milano; 2005.

[12] Sabemos que a vinda para o Brasil, em 1929, de Pennacchi e de alguns outros familiares, foi o resultado das perseguições que a família sofreu durante o período fascista, em virtude da nossa não conformidade para com aquele regime totalitário, pernicioso e corrupto representado pelo “Ras” de Lucca – Carlo Scorza; cuja rápida carreira foi catalisada pela degenerescência que o partido já apresentava.

[13] Vide Alice Brill em seu livro Mário Zanini e seu tempo; Perspectiva, São Paulo,1984, pág. 43.

[14] “Mostra Del Novecento Italiano – Malerba, Funi, Dudreville, Oppi, Bucci, Marrusig e Sironi”; Margherita Sarfatti & Galeria Lino Pesaro; 26.03.1923; Milão.

Por razões análogas àquelas apresentadas na Nota 2, o movimento esvaziou-se por completo quando os políticos quiseram fazer dele a linguagem oficial do partido fascista que queria ressuscitar o Império Romano …uma operetta!

[15] Luiz Jean Lauand é PhD e Livre Doscente em História e Filosofia da Educação; autor de Filosofia, Educação e Arte entre outros livros e centenas de publicações. Publicou: Fulvio Pennacchi: 60 anos de pintura e sabedoria; Jornal da Tarde, mar., 1987; Pennacchi – Estética da Participação; Folha de São Paulo, out., 1992.

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